Gramaticalmente incorreta
15:07:00Esquecer-te foi a coisa mais difícil e impossível da minha vida.
Por isso é que estou aqui.
A acabar de escrever esta frase tão irónica: "esquecer-te foi a coisa mais difícil e impossível da minha vida"
Se eu fosse uma pessoa gramaticalmente correta, diria: "esquecer-te é a coisa mais dificíl e impossível da minha vida"
E é. Mas não sou. Gosto de negar a realidade. Pôr uma cortina na banheira e corretor nas folhas e dizer que esquecer-te foi... quando esquecer-te nem é.
Viva o passado que não cumpri e o presente que não se cumpre. Esquecer-te não existiu, nem existe... talvez, um dia, exista. Quem sabe? Não sou uma pessoa gramaticalmente correta e estou cansada de esquecer. Correção: tentar esquecer.
Não és como uma palavra que possa riscar ou apagar. Não és um verbo que possa corrigir ou uma letra que possa acrescentar. És tudo menos gramática e eu sou todo menos gramaticalmente correta. Parabéns aos dois ilógicos do mundo.
Talvez até nos mereçamos... Não sei, o que achas? Posso ser pena e tu papel? Deixa-me escrever-te. Errar-te. Apagar-te. E reescrever-te. Faria isso até ao fim da minha vida. Escreveria cada letra com as minhas mãos. E seria tudo menos gramaticalmente correta e faria tudo menos esquecer-te. Correção: tentar esquecer-te. Imortalizar-te-ia nos meus dedos e erraria de todas as maneiras possíveis só para confirmar que tu continuarias a ser o único acerto da minha vida.
Então, o que achas? Podes não ser gramática e eu não ser gramaticalmente correta? Quero escrever-te. Mas sem pontos. Ou vírgulas, isso é tudo tão feio e tão racional e tão não-nós.
Parabéns aos dois ilógicos do mundo. Merecemo-nos tanto, meu amor.
Anda, que se lixe a gramática, deixa-me errar contigo.

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