Nirvana
04:14:00
Deixa-me alcançar o nirvana da tua pele. O arrebatamento
da paz da tua posse. És boa sorte, ou apenas sorte? Uma sorte feliz, talvez.
Fazes-me firme nas tuas mãos – juntos abrimo-nos para o
infinito do horizonte, saltamos das alturas celestiais para cairmos no paraíso.
Os teus braços são a abóboda celeste que me levita, o
manto que não levanta. O teu beijo estrelado leva-nos até a beleza sentida.
Deixa-me divinizar o teu toque, percorrer o endeusamento
do teu corpo. Quero a glória eclética de te honrar.
És a morada dos bem-aventurados, só os eleitos te tocam.
O teu colo é o assento etéreo, o teu corpo a morada celeste.
Não sei de que céu vieste, mas decidiste pousar no
mundano corpo que te ofereci.
Posso viver o nirvana da tua pele?

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