Xeque-mate
12:36:00Bate e volta, tal como a água da cascata.
Afunda-se no mundo, na incerteza do destino.
Parte sem rumo, volta encontrado.
Bate as asas e eu aperto o passo para o poder apertar contra mim. Ele cai do céu para eu caír no mundo.
Não corremos de carro, nem fugimos pela pista. Partimos para encontrar o suor que os nossos corpos nos proporcionam. A pele pálida vem à luz das minhas mãos obscuras.
A rainha moveu-se e eu dei o xeque-mate.
Ficaste sereno e eu permaneci atravessada na tua garganta. Não me incomodaste, não me ofendeste, mas eu enchi a tua cabeça e, insistentemente, cobri a tua pele. Chovia a cântaros lá fora - cá dentro, os corpos lacrimejavam.
O tempo desabou quando me tocaste, o céu fechou-se e eu abri-me perante ti.

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