Não Pertenço a Ninguém

17:25:00


Queria-te tanto.

Só te desejava.
Mas a imagem de outra,
O teu coração ocupava.


Tentei ser ela..
Aquela mulher.
A linda rapariga.
A única que ele queria.


Mas não consegui,
Aquilo não era eu.
Então voltei a mim
E a desejar que fosses meu.


Gritei o teu nome
Até ficar sem voz.
Enchi um mar
De esperanças falsas de nós.


Mas não vieste,
Nunca mais ias voltar.
Nunca me quiseste.
Nunca soubeste amar.


Tentei mostrar-te,
Mas de nada valia.
Tu eras alguém
Que nem lutar sabia.


Tantas experiências desperdicei,
Só por ti, meu amor.
Esperei que fosses tu
Que curasses a minha dor.


Mas não. Só te afastaste
E saíste por aquela porta.
Deixaste-me só
E num estado quase morta.


Eu corri atrás de ti,
Tentei apanhar-te.
Mas no fim desisti
De tentar chamar-te.


Mas o meu coração continua..
Chama e grita por ti!
Pela noite em que vimos aquela Lua
E tu te apaixonaste por mim.


E eu minto tanto.
Dizendo que é o outro que eu desejo.
Destas mentiras já fiz um manto,
Onde se esconde quem eu almejo.


Enganei-me a mim.
Enganei-te a ti e a ele.
Desculpa se pensas que te esqueci,
Mas eu não sou dele.


Não pertenço nem a ele, nem a ti.
Talvez pertença a outro alguém,
Um alguém que cuida de mim,
Um alguém que não é ninguém.


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Márcia Filipa. Com tecnologia do Blogger.