Madrugada

11:57:00


De manhã, o teu corpo à janela semi despido, semi endeusado, semi filho do diabo
Uma noite deitada na sobriedade para despertar o dia no teu corpo embriagado
Fechas a cortina, abro-me na escuridão de querer iluminar o teu corpo apagado
Fecho os olhos, os teus lábios falam nos meus para soltar o suspiro alucinado
Segura-me nos teus braços, cria-me vida enquanto rimos do medo eliminado
O olhar atravessa-me a pele, o desatino da mente e o desejo tão combinado
As sombras agitadas na parede e tu, sobre mim, e à realidade tão chegado
Corro o meu dedo pela tua pele para me prenderes o corpo indisciplinado
Lábios entreabertos, a madrugada beija o dia e eu amo-te ao meu lado.


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Márcia Filipa. Com tecnologia do Blogger.