Atrito
10:30:00
Baptizei-te de sangue quando me agarraste.
Senti-te a entrar no terreno - tinhas unhas na palma da mão.
Pensaste passar-me a mão, mas eu apoderei-me da tua.
Eras de carne e osso - meti a minha boca na tua para te deitar na cama. Fiz-te caveira e obriguei o mundo a ver.
Perdeste a face, eu perdi a sanidade - quem ficou a ganhar?

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