Nunca te esqueci
15:12:00 Ele é diferente de tudo, de todos. Eu tentei esconder o que sentia, eu tentei. Eu menti a todos, a mim própria e mesmo a ti. Dizer-te que te amo? Admitir isso? Quanto é que custa? Cada vez que digo que te amo, estou a entregar-te o meu coração, a dar-me por inteiro, a dar tudo o que tenho e não tenho, a dar promessas, esperanças, sonhos, ilusões, para depois tu não me dares nada. Era tão bom se tudo fosse recíproco, mas não é, logo o karma não existe. Não para este tipo de coisas. Só existe para quando praticamos o mal e para aí levarmos com o mesmo mal ou com o dobro deste.
Nunca ninguém me fez sentir como tu fizeste. Aquela alegria infinita, aquele amor incondicional, a aventura, o inesperado, o mistério, o conhecido no desconhecido, tudo o que eu amava e fazia de tudo para voltar a ter! Eu não te dei valor só quando te perdi, até porque fui eu que te larguei e só o fiz porque tu já me tinhas abandonado há muito tempo. Eu sempre te dei valor, tu é que não mo deste e, por isso, nem eu o dava a mim própria.
Nunca ninguém esteve tanto tempo na minha memória, o teu sorriso, os teus olhos, a tua cara, os teus lábios, o teu corpo... O que eu dava para te voltar a beijar e sentir tudo aquilo que sentia, para ficar descontrolada no tornado de emoções selvagens que nós formávamos. O que eu dava para te dar a mão, sentir o calor do teu corpo, pôr as mãos no teu peito. O que eu dava para ter aquele sentimento de certeza, de que por muito errado que fosse, estava certo. Nunca tive tantas certezas como quando estava contigo. Tu eras a minha certeza. Eu sabia que o erro que nós estávamos a cometer estava certo. Era o erro mais certo que poderíamos cometer. Aliás, não havia certo ou errado. Eras tu e eu. Eu e tu. Sem tempo, espaço, pessoas, pormenores, incertezas, leis, razões, críticas.. Nada. Eu amava-te e sei que tu me amavas. Talvez ainda ames, parte de mim espera que sim. Duvido, mas a esperança permanece.
Amo-te tanto. E tanto é tão pouco. E pouco já é uma hipérbole.

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