Carta para o Pai Natal
10:51:00
Querido Pai Natal,
Sei que
não existes, mas sinto a necessidade de te escrever. Todas as crianças te
escrevem por uma razão: para pedir algo. Geralmente, uma prenda, uma boneca, um
carro, algo que para eles é fascinante e os faz feliz.
Pois,
eu não sou uma criança, não vou pedir um brinquedo, uma boneca ou um carro, mas
vou pedir algo, vou pedir algo que me fascina e que me faz verdadeiramente
feliz: ele. Ele já apareceu na minha vida uns 6/7 meses antes do Natal, foi
como uma prenda antecipada, mas depois levaram-no para longe e agora já não
permanece mais comigo. Ele voltou, mas não voltou o mesmo. Estamos tão
diferentes... Separados. E eu sinto tanto a falta dele. Dava o meu mundo por
ele, dar-lhe-ia tudo. A felicidade que ele me trazia não tem preço, não tem
comparação. Era única, era tudo.
Todos
os segundos com ele eram eternos, mas tal como uma criança, não me ofereceram o
presente adequado. Ofereceram-me algo que não era para mim. Ele não era para
mim, mas eu queria-o, queria-o com toda a minha alma e ainda hoje posso dizer,
com a toda a sinceridade, que continuo a querer. E tive-o. Mas com ele vieram
coisas com as quais eu não podia lidar, coisas que eu não podia evitar: a
distância, a saudade, a dor, o sofrimento, o vazio, o desprezo... E a felicidade
desaparecera.
Pois,
para este Natal, eu peço-o de volta com todo o meu coração, esperanças, sonhos
e alma. E só o peço neste Natal, porque nos outros já não quero pedir nada,
porque se o tivesse neste e continuasse com ele já não precisaria de mais nada.
O que poderia pedir mais do que a felicidade pura? Nada. E ele é essa felicidade
pura, a minha alma gémea, o meu tudo. Eu sei-o. Sei-o desde o primeiro momento
que o vi.
Obrigada.

0 comentários