Pensamentos Aleatórios Parte III
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Eu sei que dissemos e fizemos
Coisas, que não tínhamos a intenção de fazer.
Fizemos o que não quisemos
E agora estamos ambos a sofrer.
Nós voltámos aos mesmos padrões e rotinas,
Mas o nosso temperamento é tão mau,
Que deixa as escadas em ruínas,
Sendo impossível seguir cada degrau.
Tu és igual a mim,
Mas quando se trata de amor, és tão cego
E eu já nem reconheço parte de ti.
De onde veio esse ego?
Por favor, volta! Não foste tu, fui eu.
Talvez o nosso relacionamento
Não seja esta loucura que deu
Em tanta guerra de pensamento.
Talvez seja isto que acontece
Quando um tornado encontra um vulcão:
A atmosfera aquece e arrefece
E os nossos corpos perdem a noção.
Eu só sei que te amo demasiado,
Para ir embora agora.
Vamos entrar, o desejo não está saciado,
Tira as malas lá de fora.
Tu não ouves a sinceridade
Na minha voz, quando falo?
Não vês a dificuldade
Como eu me grito e me calo?
Eu disse que a culpa era minha.
Olhos nos olhos, olha-me.
Eu não sabia o que aqui vinha,
Mas agora sei, entreolha-me.
A próxima vez? Não haverá próxima vez.
Peço desculpa, embora esteja a mentir.
Não, não ganhei nenhuma sensatez,
Mas sei que não te quero ver a ir.
Estou cansada de brincadeiras,
Só te quero outra vez.
Sei que sou traiçoeira,
Mas estou perante ti, não o vês?
Sei que sou uma mentirosa,
Mas não tentes ir.
Queres uma flor? A rosa
Que me deste para não fugir?
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