Pensamentos Aleatórios Parte II
14:01:00
Tu já amaste alguém tanto
Que mal conseguias respirar?
Era tanto o encanto
Que te sentias a sufocar?
Vocês encontram-se e nem sabem
O que vos atingiu.
No peito, os corações não cabem,
E nenhum deles fugiu.
Têm aquela estranha sensação quente,
Sim, arrepios.
O ritmo passa a ser infrequente,
As sensações de calafrios…
Eu costumava tê-los com ele,
Mas ficámos cansados um do outro.
Tudo o que era meu já não era dele
E o olhar já estava posto noutro.
Eu juro que nunca lhe bati,
Mas quando estamos cara a cara,
Não sei o que se apodera de mim,
Somos vítimas alucinadas no tempo que pára.
Espalhamos veneno,
Tu cospes as palavras, puxas-me.
O sonho deixa de ser sereno
E tu murchas-me.
Arranhas, agarras, bates,
Mandas tudo ao chão
Com os teus olhos escarlate,
Frios, cheios de perdição.
Estás tão perdido nos momentos,
Quando estás dentro deles.
Tentas lutar contra os teus sentimentos,
Mas nem sabes quais são eles.
É enorme a loucura que nos controla,
E todos dizem para seguirmos caminhos separados.
Mas esta gritaria que nos isola,
Deixa-nos acorrentados.
Hoje foi ontem
E o dia de ontem terminou.
Hoje é um dia diferente, que nada haver tem
Com o dia que acabou.
Parece um disco arranhado
Tocando repetidamente,
A cada coração quebrado,
A cada compasso diferente.
E tu prometeste que te ias retrair,
Porque não ias ter outra oportunidade.
Mas apanhei-te a mentir,
Com toda a tua genuinidade.
E agora podes ver-me a ir embora,
Através do vidro, pela janela.
Perdemos a nossa hora
E tu nem deste por ela.
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