O desespero de não te ter ao meu lado
15:58:00 Pergunto-me se me viste quando passei por ti, se o que sentias por mim desapareceu completamente, se ainda sequer te apareço nos pensamentos... Custa passar por ti sem os nossos olhares se colarem como ímans e saber que já não vou sentir a luz do teu sorriso, custa saber que agora sou ninguém, nada, que a ligação e os sentimentos desapareceram. Custa olhar para tanto sitio e ver-te nas minhas memórias, vagueando na minha cabeça, fazendo me recordar com um sorriso e com lágrimas o que éramos, o que era nosso.
Lembro-me tão bem de tudo, podia passar a vida toda a contar todas as nossas conversas, olhares, sorrisos, esperanças e vivências, mas não vale de nada. Está tudo gravado na minha mente e no meu coração, e devia esquecer! Devia esquecer todos os nossos momentos para conseguir continuar a viver, devia aprender a viver com a culpa, porque afinal sou eu a culpada disto tudo...
O que interessa é que tu eras especial, ainda és, senão não passava a vida a pensar em ti! Não te digo que te amo, porque não te amo, mas digo-te que tenho saudades, porque tenho... Mesmo muitas! Tenho saudades de me chamares amor e linda, de ouvires aquela música o tempo todo só para pensares em mim, porque quando a ouviste pela primeira vez estavas sozinho na escola e viste-me no meio do pôr-do-sol tipo filme romântico e ao ires embora, passaste por mim e sorriste-me como nunca me tinhas sorrido, com um sorriso único que só tu consegues fazer. Tenho saudades de me vires cumprimentar todas as manhãs com um sorriso e despedires-te ao fim da tarde com os olhos tristes. Tenho saudades de sentir os teus lábios macios na minha face, tenho saudades do teu olhar dócil sempre pegado ao meu, saudades da tua presença e de momentos como a nossa despedida em que demos as mãos e abraçámo-nos, sem chorar, sem sorrir, apenas a sentir.
Eu tive e desperdicei, agora eu quero e nunca mais terei. O que eu dava para voltar atrás no tempo e poder remendar os meus erros, mas não dá, é impossível O medo proibiu-me de avançar, mas eu é que me fiz recuar.
Agora não passamos de desconhecidos e podes enganar toda a gente, mas ambos sabemos que não esqueceste. Eu sei. Pelo menos tenho a esperança que não tenhas esquecido... Tenho pena que tudo tenha acabado assim, éramos grandes amigos e agora não somos nada.
Não vou negar que quando te vejo o meu coração não bate mais rápido, porque bate, e muito mais rápido. Não te vou negar que não sinto a tua falta, porque não sei mentir sequer.
Eu sei, pareço uma parva, mas não me interessa. Acho que tenho de dizer o que sinto, já estou farta de me esconder atrás de sorrisos e fingir que está tudo bem, enquanto o que mais quero é chorar e ter-te ao meu lado. Estou forçada a fingir um sorriso todos os dias da minha vida, mas como posso sorrir se o meu coração está despedaçado?
O que eu dava para saber o que sei hoje! Se eu soubesse, pedia-te desculpa por todos os meus erros, não há nada que não fizesse para ouvir a tua voz outra vez. Ás vezes quero falar contigo mas sei que não vais responder, que não vais estar lá para mim. Desculpa por todas as coisas que fiz mal, por nos ter magoado.
Ás vezes, sinto-me destroçada por dentro mas não o admito, ás vezes só me quero esconder, porque é de ti que sinto falta, e é tão dificil dizer adeus a isto. Podias ter-me dito que estava errada, que gostavas de mim, podias ter-me ajudado a compreender o que sentíamos. Diz-me, sentes a minha falta?
Não havia nada que não fizesse para olhar para ti e ver-te a olhares de volta. Eu sei, não vale a pena pedir-te para voltares, porque não o vais fazer. Nem vale a pena estar a escrever isto, porque não o vais ler, não vale a pena chorar, falar, nem sequer confiar, porque tu foste embora e não vais voltar. Não vale a pena fazer figuras de idiota e causar mais problemas.
Tenho esperanças de que um dia vás descobrir a verdade, eu demorei muito tempo a descobri-la, mas ao menos descobri e tenho a esperança que um dia me peças desculpa e, finalmente, acredites em mim.
Tu foste forte e eu não, a minha fantasia foi o meu erro, fui descuidada... Esqueci-me de lutar e, agora, tu desapareceste tão repentinamente...
Sabes quantas saudades eu tenho tuas? É inexplicável, não dá para demonstrar por palavras, porque as palavras têm pouco sentido. Eu só te quero aqui comigo, como amigo, como alguém, a sorrir-me e a olhar-me de modo dócil, porque, afinal de contas, eu adoro-te, porque, afinal de contas, não esqueci e tu também não. Tu sabes. Não podes mentir e dizer que está tudo perfeito, nem que esqueceste ou que não tens saudades, porque é tudo mentira.
Volta! Por favor! Eu sei que há uma pequena parte de ti que o deseja, não te peço mais nada, apenas que voltes, que estejas aqui comigo, que sejas meu amigo outra vez!

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