Pensamentos Aleatórios Parte I
13:57:00
Eu não te posso dizer o que é isto,
Porque não era algo previsto.
Eu só te consigo dizer qual é a sensação
E, agora, é uma facada no meu coração.
Não consigo respirar,
Mas continuarei a lutar,
Enquanto o puder fazer,
Porque já não há mais nada que eu possa perder.
O errado parece certo,
O longe parece perto.
É como se eu estivesse a voar
Sob tudo o que me está a magoar.
Eu ofereço amor, cheia de ódio
E é como oferecer ao inesperado, o óbvio.
É como se estivesse a viciar-me no que escrevo,
Na tinta que sai sem relevo.
E quanto mais eu sofro, mais eu amo.
Da árvore, para um quebrado ramo.
Eu sufoco-me.
Esta dor consome-me.
Eu não posso evitar cair.
Deste mar, não consigo sair.
Mas ele me ressuscita,
Para a dúvida me suscita.
Ele odeia-me e eu adoro isso!
Mas ele que não se atreva a saber disso.
Espera! Onde vais?
Por essa porta não sais!
Não, não me podes deixar.
Ainda não percebeste que sem ti, não consigo estar?
Não, não vás! Vem!
Sem ti, não sou ninguém!
E aí vamos nós, a correr de novo,
Como na noite, o voo de um corvo.
E está tudo bem,
Ao ritmo do vento, nada nos detém.
E fica tudo mal,
horrível,
Tudo o que era nossa deixa de ser credível.
E eu sinto-me tão envergonhada,
E a mente não se mantém sossegada.
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