És sempre meu, menos quando estás sóbrio
08:04:00
És sempre meu, menos quando estás sóbrio.
És meu com os olhos encarnados, mas nunca fechados.
És meu com a garganta a arder, mas nunca entre as minhas mãos.
És meu numa nuvem de fumo, mas nunca na claridade do real.
És tão meu que nunca o chegas a ser realmente.
És meu com os olhos encarnados, mas nunca fechados.
És meu com a garganta a arder, mas nunca entre as minhas mãos.
És meu numa nuvem de fumo, mas nunca na claridade do real.
És tão meu que nunca o chegas a ser realmente.
És sempre meu, menos quando estás sóbrio.
Anda, que eu permito—te ter um novo olhar
(Mesmo com os olhos fechados)
Anda, que eu acendeio—te só com as minhas mãos
(E com mais, se quiseres)
Anda, que eu quero descobrir o teu verdadeiro perfume
(Tua pele, minha com tua)
Anda, que eu permito—te ter um novo olhar
(Mesmo com os olhos fechados)
Anda, que eu acendeio—te só com as minhas mãos
(E com mais, se quiseres)
Anda, que eu quero descobrir o teu verdadeiro perfume
(Tua pele, minha com tua)
Peço—te que venhas e não vens.
Não sou suficiente para te embriagar, para te encher as veias e te intoxicar?
Não sou suficiente para te embriagar, para te encher as veias e te intoxicar?
Sou sempre tóxica, mas nunca o suficiente para ti.
Tu, que amas tudo o que é tóxico, não me amas a mim?
Tu, que amas tudo o que é tóxico, não me amas a mim?

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