O limite do teu corpo

12:23:00

Pegas nas minhas pernas e envolve-las à volta do teu corpo, como se fossem as asas que nunca tiveste.
Também nunca as tive e sempre me fizeste voar.
O que somos nós se não apenas dois corpos à procura do limite?
Há limite?
Porque quanto mais dançamos, mais voamos.
E a noite passa, e o dia passa e nós não passamos.
Eu percorro minhas mãos pelas tuas costas e puxo-te para mim.
E aí vamos nós:
Dois corpos à procura do limite.
O limite que nunca chega.
Ou que nunca existiu.
Ou que nós já ultrapassámos demasiadas vezes para reconhecermos que é um limite.
Se calhar somos apenas dois corpos à procura do que já encontrámos.
Voltas a pegar nas minhas pernas e envolve-las no teu corpo.
E convidas-me:
- Não vejo o fim do teu corpo, há limites até onde posso voar?
E voamos.


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Márcia Filipa. Com tecnologia do Blogger.