14:25:00

... Apesar de ter doído e de eu ter começado a chorar, receber uma mensagem tua foi... Tão bom, tão reconfortante... Foi tão reconfortante saber como andas, como te sentes, em vez de passar todos estes dias a perguntar-me "Como será que ele está?".
Contenho-me todos os dias para não perguntar a alguém que te conheça, como andas, como vai a tua vida; procuro-te em todas as redes sociais para ter uma visão do que é essa vida da qual eu já não faço parte, todos os dias... Contenho-me todos os fim de semanas, não sabendo se estás cá ou não, para não aparecer à porta de tua casa, porque, a verdade é que, não me importava que, se aparecesse, me desses um estalo ou berrasses comigo ou simplesmente me mandasses embora... É preciso tanta força para ter a fraqueza de te deixar... Ás vezes, há momentos bons. Ás vezes, há dias, nestes meses, onde consigo não pensar em ti, onde sinto que consigo ser feliz e, nesses dias, sou meio feliz, mas sou meio vazia e apenas sou meio feliz, porque sou meio esquecida. Sinto-me fraca, sinto-me fraca por ter de te deixar. Não faz sentido não lutar por algo que eu quero tanto, sabendo que tu queres o mesmo... Não me importa quantas vezes falhamos. Pelo menos, não me importa a mim... Nem o meu sofrimento, nem as nossas discussões... Mas importas-me tu. E eu sei que não te faço bem. E é apenas por isso que eu me proíbo de lutar. Não quero ser egoísta, eu queroa tua felicidade. Sabes que a única coisa que eu sempre quis foi isso. Mas depois pergunto-me mil e uma vezes, é isto o melhor? Porque tu não pareces feliz. Parece tudo uma questão de "nenhuma opção é boa, é só escolher a que dói menos". Eu não me importo que doa mais, se puder ter-te na minha vida, mas isso sou eu... E, desta vez, eu tenho de te colocar em primeiro lugar. Tenho de voltar a adormecer... Porque eu adormeci. Perdi-me. Confesso. Confesso que me perdi quando foste embora. Eras o meu pilar, eras a minha esperança, eras a minha promessa eterna... Eras tu... O meu orgulho, a pessoa por quem eu arriscaria a vida. E, por muito que tenhamos mudado e por muito que continuemos a mudar, há coisas que nunca mudam - os sentimentos não vão mudar, o que tu foste não vai mudar, as memórias não vão mudar... Por muito que eu deixe de ouvir as nossas músicas ou todas as que me mostraste, elas vão continuar a surgir na minha mente do nada e eu vou rever-nos em cada palavra... E não é preciso ser nada nosso, nem nada teu para recordar... Basto eu. 
Basto eu, porque sempre foste parte de mim e sempre serás.
Não fomos feitos para estar separados. Já não sei o que é confiar em alguém, já não sei o que é não errar, não estar constantemente a fazer merda... Já não sei o que é uma pessoa certa e, mais que tudo, já não me sei. Tu foste embora e eu já não me sei. Eu sinto-me tão distante de mim como tu estás... É estúpido, mas é como se tivesses levado parte de mim! Foste embora e levaste-me.
Eu escolhi o mesmo que escolho sempre: eu fiquei. Eu fiquei no mesmo sítio e perdi-me.
Há coisas que simplesmente não fazem sentido sem ti. A minha vida é uma delas.
Nunca percebi o que nos move. O que nos move realmente. Porque isto não pode ser como um "mau vício". Nós antes não éramos um mau vício. Eras tu e eu. E mudámos, eu sei, mas há muito que se mantém: o eu e tu mantém-se. Por isso é que a minha esperança não acaba. Porque se eu e o tu se mantêm, nós talvez consigamos voltar a ser o eu e tu...
Não sei, não sei, mas faz-me confusão deixar-te escapar pelos meus dedos! Não és um grão de areia para eu deixar escorrer por eles, és todo o mundo e eu não posso abandonar esse mundo, não posso! Eu quero correr, eu quero gritar, eu imploro, eu imploro! És a minha fraqueza e a minha força, o meu tormento e a minha felicidade. E talvez seja isso que te torna tão especial. O que interessa é que, não me importa o mal que me fazes, eu satisfaço-me com o bem. Os poucos meses que temos juntos valem mais que os meses separados.
E, a verdade, é que ninguém nos percebe, nem mesmo nós nos percebemos, mas algo que parece tão certo não pode ser errado, simplesmente não pode.
Todas as minhas esperanças, as minhas certezas foram contigo e eu só quero poder chegar ao final da minha vida e poder dizer "conseguimos, cumprimos a nossa promessa, somos indestrutíveis, somos intocáveis, CHUPEM!" porra, eu quero dizer isso! Eu quero poder dizer que te tive a meu lado a minha vida inteira... Mais próximos, mais separados, não interessa... A vida pode dar as voltas que quiser, mas eu quero poder dizer que nós aguentámos a dança até ao fim, com os pés em sangue, com todas as quedas, não interessa, eu quero aguentar. E, se não tiveres força para isso, eu tento ter a força para aguentar com os dois em pé. Porque é isso que os amigos fazem, certo? E nós nunca seremos os típicos amigos com as amizades de "caca", seremos os que passam pela tragédia e o drama e o tornam em arte.
Nunca adorei ninguém como te adoro. E nunca ninguém chegará aos teus calcanhares sequer. Dizer que és insubstituível é pouco, tão pouco... És tão mais que isso... És metade de meu corpo, metade da minha alma, metade de mim e nunca serás menos que isso, podes ser mais, mas nunca menos. E, se isto não der em nada, tudo bem. E, se falharmos outra vez, tudo bem. Eu tentarei as vezes que quiseres. Eu lutarei sempre que puder. Mas tens de querer, tens de querer, porque eu não quero ser a besta egoísta que te leva para a minha vida para te destruír de novo.
Eu tentarei, eu lutarei sempre por ti e senão me deixares agora, tudo bem. Porque daqui uns meses, uns anos ou umas décadas, tu vais continuar a viver em mim e, como tal, espero e luto para te ter na minha vida.
Sei que por vezes não dei o devido valor, desculpa. 
Sei que falhei, não uma, não duas, mas dezenas de vezes ou talvez mais... 
Sei que nunca fui tão boa amiga como tu e que talvez nunca lá chegue.
Descobriste-me antes de eu te descobrir e descobriste-me antes de eu me descobrir a mim mesma...
Nunca páro de falhar, eu sei. Mas nunca desistirei. É mais fácil desistir de mim, do que desistir de ti.
De qualquer maneira, obrigada por leres e obrigada por tudo.
Adoro-te. Hoje e sempre.
No matter what,
A rapariga da testa de campo de futebol.




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Márcia Filipa. Com tecnologia do Blogger.