Disseram-me “escreve uma história triste em três palavras”. Eu escrevi:
“I loved you”. Há algo mais triste do que ter-te amado? E não amar-te
amais? Há algo mais triste do que um amor que já não existe? Nessas três
palavrinhas está uma história: o eu e tu, o nós e o eu e tu. O início, o
meio e o fim. Essa história não seria triste, se tivesse ficado pelo
meio, se tivesse ficado pelo “I love you”, mas tudo acaba e quem
acredita no “sempre” é um lunático esperançoso, mas lunático.
Voltaram a dizer-me “escreve uma história triste em três palavras”. Eu escrevi: “I miss you”. Há algo mais triste do que desejar o que não se pode ter? Saber-te com a ponta dos meus dedos e não poder tocar-te? Há algo mais triste do que viver com a presença de uma ausência?
Por último, disseram-me “escreve uma história triste em três palavras”. Era para escrever “I lost you”, mas mais triste foi tu perderes-me. Quando eu perco alguém, eu sou uma dessas lunáticas esperançosas (mais esperançosa que lunática), mas quando me perdem (e é necessário a história ser longa para tal) não há lunatismo, muito menos esperança – não há nada a não ser uma história rasgada. Então escrevi “You lost me” e não há nenhuma história mais triste que essa.
Voltaram a dizer-me “escreve uma história triste em três palavras”. Eu escrevi: “I miss you”. Há algo mais triste do que desejar o que não se pode ter? Saber-te com a ponta dos meus dedos e não poder tocar-te? Há algo mais triste do que viver com a presença de uma ausência?
Por último, disseram-me “escreve uma história triste em três palavras”. Era para escrever “I lost you”, mas mais triste foi tu perderes-me. Quando eu perco alguém, eu sou uma dessas lunáticas esperançosas (mais esperançosa que lunática), mas quando me perdem (e é necessário a história ser longa para tal) não há lunatismo, muito menos esperança – não há nada a não ser uma história rasgada. Então escrevi “You lost me” e não há nenhuma história mais triste que essa.
- 10:19:00
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