- 13:39:00
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O pior não é a presença daquela pessoa, assim como o pior não é a sua ausência. O pior é a ausência contida na sua presença, ou então a presença contida na sua ausência. Ambos são saudade. É isso que a saudade significa, nada mais. Saudade não tem haver com distância, mas sim com distanciamento. Saudade é a pessoa estar aqui ao mesmo tempo que não está, é não estar ao mesmo tempo que está. Saudade? Como matá-la? Saudade não se mata. Ela é que nos mata a nós. Saudade é eterna. Nós vamos ter sempre saudade dos momentos passados no futuro, porque cada momento é cada momento. Aquele momento só aconteceu aquela vez, com aquela pessoa, naquele dia, naquele mês, naquele ano, áquelas horas, naquele exato lugar com aquele exato gesto e aquela exata ação. Nunca vai voltar a acontecer. Aconteceu, aconteceu. E nós vamos sentir falta desse momento, porque sabemos que ele nunca se repetirá. Nunca vai voltar a acontecer. Isto tudo para dizer que sinto a tua falta, que o nosso problema nunca foi a distância - foi o distanciamento. E nós deixámo-nos ir. Limitámo-nos a presenciar a ausência daquele fantasma e a ausentar-nos da presença do real. Pois, nós entregámo-nos à saudade. Entregámo-nos ao eterno. E agora vou ter de presenciar o teu fantasma em cada rua, em cada esquina da realidade, enquanto me entrego ao teu real na ilusão de cada noite.
- 13:38:00
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Podia não acordar
Dormir para sempre...
É uma ideia qe me enturnece bastante,
Talvez demasiado...
Dormir para sempre...
Viver apenas em sonhos,
Ou não viver de todo.
Podia dormir para sempre...
Afinal, para que é que eu quero a realidade?
Esta realidade?
Não quero. Não.
Quero felicidade.
Felicidade sem pontos,
Sem versos curtos como estes...
Quero felicidade...
Infinita e pura felicidade.
- 13:37:00
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O que eu sinto não tem ritmo
Então, porquê escrever com rima?
As lágrimas não caem sintonizadas:
Uma cai... Outra cai
Duas caem logo a seguir.
E assim, a água desagua em nós,
Nós damos lugar à foz.
E o choro não é melodia nenhuma
Nem os gritos uma melodia para acompanhar.
É dor.
É apenas dor.
Sem começo. Sem fim.
Infinita e eterna dor.
Em mim a água não circula
Apenas cai.
Não há o maravilhoso som da água corrente
Não. É sofrimento.
Puro e imaculado sofrimento.
O que eu sinto não tem ritmo
Então, porquê escrever com rima?
Porque é belo?
A vida não é bela,
A dor não é bela,
O sentimento não é belo,
Então, porque é que a poesia tem de ser?
Esquece a beleza.
Escreve. Escreve apenas.
Nada é mais belo que o sofrimento escrito em verso.
- 13:36:00
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Eu não sei quem sou.
Alguém sabe quem é?
Eu não sei por onde vou
Só me deixo guiar pela fé.
Eu não sei quem sou
Como não sei o que está para além do Céu
O meu corpo não voou
O suficiente para chegar ao teu.
Não sei quem sou
Tal como não sei o que esconde o mar
Já nem sei onde estou
Quem fui eu amar.
Não sei que árvores são aquelas
Onde as folhas dançam
Como se o Mundo fosse delas
E dos ventos que as balançam.
Não conheço aquele olhar
Daquela minha conhecida desconhecida
Não sei se hei-de lhe falar
Ou se a vejo na sua partida.
Não conheço aquele mar
Com ondas gigantes e abruptas
Não sei como discordar
Das nossas decisões mútuas.
Não conheço aquele Céu
Com um brilho de esperança
Se o Céu fosse meu
Não teria um vestígio de bonança.
Não conheço a vida que dão
A este sítio, a este lugar morto
Nunca vi vida tão devota
- 13:34:00
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Cometo sempre os mesmos erros,
Uma e outra vez...
O que está mal?
O que está mal agora?
Existem tantos problemas...
Eu não sei onde pertenço
Eu quero ir para casa,
Mas não está ninguém em casa
E não há mais nenhum sítio para ir,
Nenhum sítio para secar as minhas lágrimas.
Eles dizem "Sê forte"
Mas eu estou partida por dentro
Tudo o que eu faço é esconder
Escondo os meus sentimentos
Não consigo encontrar os meus sonhos
Estou a perder a cabeça
Fui deixada para trás
Não consigo encontrar o meu lugar
Estou a perder a esperança
Caí em desgraça
Tens alguma ideia
Da maneira que me fazes sentir?
Sinto-me invísivel
Como senão fosse real
Tu secaste as minhas lágrimas,
Tu lutaste contra os meus medos,
Mas diz-me, a razão deles
Não foi exatamente tu?
Porque é que tiveste de me deixar?
Penso que nunca é suficiente...
Deixa-me amar-te!
Vamos falar, o que é que aconteceu?
Foi algo que eu fiz?
Foi algo que eu disse?
Não vás.
Não me deixes à espera
Desta maneira, tão morta.
Porque é que me fazes sempre isto?
Porque é que não podes simplesmente ver através de mim?
Porque é que ages sempre
Como se nada importasse?
Esperas que eu acredite
Que fui a única a sentir algo?
Eu sinto-me sempre perto de ti,
Mesmo quando estás longe. Porquê?
Eu não devia sentir isto,
Mas eu preciso de ti
Mais e mais a cada dia que passa...
Não queria ser magoada desta forma
E tu foste embora
Eu fui deixada de fora a chorar
Com um sorriso e um olhar perdido
Tu nunca estiveste lá
Quando eu estive com medo e sozinha.
Diz-me, sou apenas uma pessoa
Que tu puseste ao teu lado
Para ocupar o lugar dela?
Diz-me, quando olhas em redor
Reconheces, sequer, a minha cara?
Costumavas amar-me
Costumavas preocupar-te
Mas isso é passado, certo?
Eu pensava que virias
Quando eu te ignorasse
Eu pensava que mudarias
Mas não percebeste os sinais,
Nem os avisos.
Tu não consegues perceber
Que estás a mentir a ti mesmo?
Tu não consegues ver o mundo
Através de um espelho!
Olha, vamos jogar um jogo diferente:
Tenta olhar para mim
E ver o meu coração
Sim, não está em mim:
É teu.
Por isso, pensa no que precisares de pensar
Vai e sonha com o que precisas de sonhar
E volta para mim
Quando souberes o que sentes.
Estou a pedir demasiado?
Eu não consigo arranjar maneira de descrever isto,
Está cá dentro.
Tudo o que eu faço é esconder.
Só quero que isto vá embora!
O que é que farias
Se soubesses o que eu sinto?
Estou completamente sozinha,
Preciso de mudar esta situação...
As minhas palavras são frias,
Eu não quero que elas te magoem
E se eu te mostrar o que sinto
Penso que não vais compreender,
Porque ninguém compreende.
Eu pensava que conhecia a dor,
Mas estava errada.
Todos os meus pensamentos voltam a ti,
A tudo o que nunca foi dito
Ás voltas e voltas
Dentro da minha cabeça
E eu não consigo lidar com esta confusão.
Por isso, volta.
Leva-me.
Quebra-me em pedaços.
Uma e outra vez...
O que está mal?
O que está mal agora?
Existem tantos problemas...
Eu não sei onde pertenço
Eu quero ir para casa,
Mas não está ninguém em casa
E não há mais nenhum sítio para ir,
Nenhum sítio para secar as minhas lágrimas.
Eles dizem "Sê forte"
Mas eu estou partida por dentro
Tudo o que eu faço é esconder
Escondo os meus sentimentos
Não consigo encontrar os meus sonhos
Estou a perder a cabeça
Fui deixada para trás
Não consigo encontrar o meu lugar
Estou a perder a esperança
Caí em desgraça
Tens alguma ideia
Da maneira que me fazes sentir?
Sinto-me invísivel
Como senão fosse real
Tu secaste as minhas lágrimas,
Tu lutaste contra os meus medos,
Mas diz-me, a razão deles
Não foi exatamente tu?
Porque é que tiveste de me deixar?
Penso que nunca é suficiente...
Deixa-me amar-te!
Vamos falar, o que é que aconteceu?
Foi algo que eu fiz?
Foi algo que eu disse?
Não vás.
Não me deixes à espera
Desta maneira, tão morta.
Porque é que me fazes sempre isto?
Porque é que não podes simplesmente ver através de mim?
Porque é que ages sempre
Como se nada importasse?
Esperas que eu acredite
Que fui a única a sentir algo?
Eu sinto-me sempre perto de ti,
Mesmo quando estás longe. Porquê?
Eu não devia sentir isto,
Mas eu preciso de ti
Mais e mais a cada dia que passa...
Não queria ser magoada desta forma
E tu foste embora
Eu fui deixada de fora a chorar
Com um sorriso e um olhar perdido
Tu nunca estiveste lá
Quando eu estive com medo e sozinha.
Diz-me, sou apenas uma pessoa
Que tu puseste ao teu lado
Para ocupar o lugar dela?
Diz-me, quando olhas em redor
Reconheces, sequer, a minha cara?
Costumavas amar-me
Costumavas preocupar-te
Mas isso é passado, certo?
Eu pensava que virias
Quando eu te ignorasse
Eu pensava que mudarias
Mas não percebeste os sinais,
Nem os avisos.
Tu não consegues perceber
Que estás a mentir a ti mesmo?
Tu não consegues ver o mundo
Através de um espelho!
Olha, vamos jogar um jogo diferente:
Tenta olhar para mim
E ver o meu coração
Sim, não está em mim:
É teu.
Por isso, pensa no que precisares de pensar
Vai e sonha com o que precisas de sonhar
E volta para mim
Quando souberes o que sentes.
Estou a pedir demasiado?
Eu não consigo arranjar maneira de descrever isto,
Está cá dentro.
Tudo o que eu faço é esconder.
Só quero que isto vá embora!
O que é que farias
Se soubesses o que eu sinto?
Estou completamente sozinha,
Preciso de mudar esta situação...
As minhas palavras são frias,
Eu não quero que elas te magoem
E se eu te mostrar o que sinto
Penso que não vais compreender,
Porque ninguém compreende.
Eu pensava que conhecia a dor,
Mas estava errada.
Todos os meus pensamentos voltam a ti,
A tudo o que nunca foi dito
Ás voltas e voltas
Dentro da minha cabeça
E eu não consigo lidar com esta confusão.
Por isso, volta.
Leva-me.
Quebra-me em pedaços.
- 13:32:00
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Ouço o teu nome
Ouço a tua presença
E a realidade atinge-me.
Com uma flecha no peito
Caio no real.
Caio.
Caio.
Caí.
As lágrimas tremem nos meus olhos
Ondas suaves que abarcam maremotos.
Nunca desaguam na foz
Gritam com a dor sem voz.
Ouço o teu nome
Ouço a tua presença
E tudo em mim morre
sem crença.
Ouço a tua presença
E a realidade atinge-me.
Com uma flecha no peito
Caio no real.
Caio.
Caio.
Caí.
As lágrimas tremem nos meus olhos
Ondas suaves que abarcam maremotos.
Nunca desaguam na foz
Gritam com a dor sem voz.
Ouço o teu nome
Ouço a tua presença
E tudo em mim morre
sem crença.
- 12:23:00
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Imaginei imaginar a minha vida sem ti.
Na verdade, nessa imaginação já imaginava que não te imaginava
Mas imaginei-te, pensei-te, com a imaginação criei-te
Tão bem como não imaginara ser possível imaginar-te
E agora, como deixar de imaginar pensamentos tão bonitos?
Imaginei imaginar a minha vida sem ti,
Mas não conseguia viver com essa imaginação
E não saber viver com essa imaginação é não saber viver sem ti.
Imaginei imaginar a minha vida sem ti
Mas nemimaginar que imaginei sei
Porque a verdade é que não imaginei nada
A não ser que tinha voltado a imaginar.
- 12:20:00
- 0 Comments
Nunca fui a pessoa certa para ti aos teus olhos. Não tinha a idade certa, a mentalidade completamente certa, o corpo completamente desenvolvido... Não era certo. O sentimento entre nós os dois, aos teus olhos, não era certo. E eu cheguei a pensar o mesmo, mas só porque achava que tudo o que tu pensavas era certo, mas isso era uma ilusão.
Eu sempre soube que eras a pessoa certa, desde o primeiro momento em que te vi. Não sei como, não sei porquê, porque isto vem de uma pessoa que não acredita em amor á primeira vista. Mas aconteceu, eu sei que aconteceu. E tu foste a pessoa certa para mim, sempre foste. Os teus lábios eram os únicos que encaixavam perfeitamente nos meus, os teus olhos eram os únicos que faziam brilhar os meus, o teu cabelo era o único pelo qual as minhas mãos queriam passar, o teu pescoço era o único que me tentava a mordê-lo, beijá-lo, a tratar dele, assim como a cada centímetro da tua pele. A tua personalidade, a tua mentalidade, as tuas vivências, a tua maturidade... Tudo, tudo era tão encantador, tão charmoso, era tudo tão certo. Por mais errado que pensasses que fosse ou por mais errado que fosse, era certo, era tão certo, porque tudo era nosso, porque tudo era nós e eu era tua e tu eras meu e não era preciso mais ninguém, mais nada, porque tudo é tudo e nós tínhamos tudo.
Eu sempre soube que eras a pessoa certa, desde o primeiro momento em que te vi. Não sei como, não sei porquê, porque isto vem de uma pessoa que não acredita em amor á primeira vista. Mas aconteceu, eu sei que aconteceu. E tu foste a pessoa certa para mim, sempre foste. Os teus lábios eram os únicos que encaixavam perfeitamente nos meus, os teus olhos eram os únicos que faziam brilhar os meus, o teu cabelo era o único pelo qual as minhas mãos queriam passar, o teu pescoço era o único que me tentava a mordê-lo, beijá-lo, a tratar dele, assim como a cada centímetro da tua pele. A tua personalidade, a tua mentalidade, as tuas vivências, a tua maturidade... Tudo, tudo era tão encantador, tão charmoso, era tudo tão certo. Por mais errado que pensasses que fosse ou por mais errado que fosse, era certo, era tão certo, porque tudo era nosso, porque tudo era nós e eu era tua e tu eras meu e não era preciso mais ninguém, mais nada, porque tudo é tudo e nós tínhamos tudo.
- 08:12:00
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Continuo a sonhar contigo. Continuo a sonhar que vamos ficar juntos. Continuo a sonhar que és meu e que queres sê-lo. Continuo a sonhar com o brilho que os teus olhos tinham quando olhavam para mim, com o teu toque na minha pele e aquele estremecimento eletrizante que provocavas. Continuo a sonhar com os teus lábios, com o sabor insubstituível dos teus beijos. E irrita-me! Deita-me abaixo! O meu coração aperta-se. Sufoca. E no entanto, eu não quero acordar. Por mais que o coração doa, eu não quero acordar, porque no meu sonho nós estamos juntos, eu estou junta, eu estou eu outra vez. E eu quero isso. Não quero este vazio que eu finjo aceitar tão bem.
Continuo a ir á caixa onde guardo as nossas coisas e continuo a ir ler as cartas, os textos, os poemas que te escrevi. Continuo a olhar para as pulseiras cortadas que antes usava no pulso como a promessa de um amor inquebrável. Continuo a tocar na tua camisola e a cheirá-la, porque ainda tem o teu cheiro e é como sentir-te a envolveres-me com os teus braços outra vez. Tu protegias-me do mundo. Mas não precisavas, porque o meu mundo eras tu e eu. E agora o que é feito disso? Nada. E eu continuo a escrever-te. Menos, mas continuo. Já perdi a conta das cartas que te escrevi, do sentimento que transcrevi, das lágrimas que chorei.
Continuo a recordar e continuo a querer-te de qualquer maneira! Eu desculpar-te-ia de tudo. É verdade. De tudo mesmo. Porque não me importa. Desde que tivesses comigo, eu desculpar-te-ia, aceitar-te-ia de volta comigo e talvez até arcasse eu com as culpas. Porque eu amo-te. Amo-te desde o início. E amar-te-ei até ao fim. Isso eu prometo.
Só gostava que o soubesses... Só gostava que o entendesses, que o entendesses mesmo, que o sentisses. Mas enquanto isso não acontece, eu vou sendo aquela sombra da tua vida que vai desaparecendo, enquanto cai a noite.
Continuo a ir á caixa onde guardo as nossas coisas e continuo a ir ler as cartas, os textos, os poemas que te escrevi. Continuo a olhar para as pulseiras cortadas que antes usava no pulso como a promessa de um amor inquebrável. Continuo a tocar na tua camisola e a cheirá-la, porque ainda tem o teu cheiro e é como sentir-te a envolveres-me com os teus braços outra vez. Tu protegias-me do mundo. Mas não precisavas, porque o meu mundo eras tu e eu. E agora o que é feito disso? Nada. E eu continuo a escrever-te. Menos, mas continuo. Já perdi a conta das cartas que te escrevi, do sentimento que transcrevi, das lágrimas que chorei.
Continuo a recordar e continuo a querer-te de qualquer maneira! Eu desculpar-te-ia de tudo. É verdade. De tudo mesmo. Porque não me importa. Desde que tivesses comigo, eu desculpar-te-ia, aceitar-te-ia de volta comigo e talvez até arcasse eu com as culpas. Porque eu amo-te. Amo-te desde o início. E amar-te-ei até ao fim. Isso eu prometo.
Só gostava que o soubesses... Só gostava que o entendesses, que o entendesses mesmo, que o sentisses. Mas enquanto isso não acontece, eu vou sendo aquela sombra da tua vida que vai desaparecendo, enquanto cai a noite.
- 10:28:00
- 0 Comments
Não sei o que te escrever.
Acabaste com todas as palavras.
Para quê dizê-las?
Para quê escrevê-las?
Já não têm nenhum sentido, já não servem de nada.
Queres que eu te escreva?
Eu escrevo-te:
Amo-te.
Precisas de mais palavras? Não.
É tudo o que interessa, é tudo o que importa.
Amo-te.
Amo-te sem condições.
Amo-te sem limites.
Amo-te como não te sei amar.
Amo-te nem por metade, nem por inteiro.
Amo-te sem forças, porque estas já não existem.
Amo-te e amo-te.
Amo-te, amo-te, amo-te.
Precisas de mais?
Não há mais de mim para dar, desculpa.
Mas de qualquer maneira,
- 10:33:00
- 0 Comments
Se um dia me dissessem
Que viver seria assim,
Eu nunca teria nascido.
A vida é a morte que todos merecem,
Faz-me gritar por ti
E pelo que tinhamos sido.
E depois dos gemidos acabarem,
Sobra a solidão do corpo transpirado
Que em si se encontra e se perde.
E não há mais por onde amarem,
O êxtase da sensação está acabado,
Mas o desejo continua e ferve.
A vida é a morte que todos merecem.
- 12:41:00
- 0 Comments
Eras a música que tocava dentro de mim,
Melodias e sinfonias tocadas sem fim.
Eras o som que em mim ressoava,
Fazendo-me gemer entre a pele suada.
Dançáva-mos entreleçados sob o luar,
Eu via o mundo mover-se no teu olhar.
Todo o teu toque em mim era movimento
Puro, sedutor, arrasador, a cada momento.
Eu era tela branca imaculada para tu pintares,
Um corpo, todo ele nu, para contemplares.
A tinta era a tua saliva, em mim, a bradar
Eu era a obra de arte que te fazia pensar.
Esculpiste um mundo inteiro em mim,
Um mundo tão permanente como marfim.
E o frio relevo de pedra em que tocavas,
Tornava-se abrasador, onde passavas.
Foste o teatro mais verdadeiro que vi,
Num olhar, disseste tudo o que senti.
Não havia um pedaço de representação,
A mim, eras fiel e era fiel o teu coração.
Eras o livro que conhecia sem ler,
Em ti compunha-se cada acontecer.
Eras o livro que não possuia fim
Calado nos silêncios e gritos de mim.
Fomos um filme dramático sem final,
Selvagens humanos num só animal.
Tínhamos cada momento gravado em nós,
Simples, belos, prazerosos, ditos sem voz.
Éramos a oitava arte inexistente.
A arte que não existiu e não existe na mente.
O Amor é a oitava arte desaparecida,
Que em nós apareceu e reacendeu a vida.
- 05:43:00
- 0 Comments
Quem me dera beijar cada ferida tua
Ver sob o luar, a tua pele nua.
Quem me dera beijar essa cicatriz
Que te deixou vivo por um triz.
Essa cicatriz que te percorre o corpo,
Que te põe num estado quase morto.
Beijá-la e beijar a tua bela pele,
Essa pele que sempre me foi fiel.
Poderia beijar as tuas feridas,
Poderia beijar a tua pele e esperar
Que toda a dor desaparecesse.
Queria que visses que não há dúvidas,
De que eu de ti poderia cuidar
E fazer com que o amor permanecesse.
- 07:36:00
- 0 Comments
Sem tinta escreveste em cada linha de mim
O teu toque foi tudo o que alguma vez senti
As palavras dóceis deram cabo de mim
A batida do teu coração foi tudo o que ouvi.
Sem instrumento tocaste em cada nota minha
Deste-me a voz que a alma não tinha
Com cada sussurro ficava menos sozinha
Mas a música continuou sem eu saber o que aí vinha.
Sem píncel pintaste o mundo com cor
Traçaste uma ilusão, desenhaste o amor
Arquitectaste um sonho, mas construíste a dor.
Coloriste o quadro sem esconder a faceta de traidor.
Sem voz gritaste no silêncio que é o ar
Levaste-me por tempestades onde não me podia calar!
Fizeste-me naufragar nas ondas do teu olhar
E, do fundo, agradeço-te por me teres ensinado a amar.
- 11:49:00
- 0 Comments
Até que ponto eu me rebaixaria por ti?
Até ao chão? Não. Até ao Inferno.
Até quando me vou lembrar de ti?
Até o tempo deixar de ser tempo e não haver tempo.
Até quando esperarei por ti?
Até não haver mais que um espírito em mim.
Até quando te vou querer beijar?
Até os meus lábios não serem mais do que pele inexistente.
Até quando eu me vou permitir ser infeliz?
Até eu, tua felicidade, voltar.
Até quando eu me vou importar?
Até não teres como me amar.
Até que ponto eu me conseguiria afastar de ti?
Até ao ponto em que não existiria mais do que sacrifício em ti.
Até que ponto voltarei a rir?
Até ao ponto em que vais sorrir apenas para iludir.
Até que ponto vais ser um desconhecido para mim?
Até ao ponto em que me identifico e me revejo em cada parte de ti.
Até que ponto eu vou aceitar isto?
Até eu não ser mais que, no teu coração, um registo.
Até que ponto achas isso?
...
O destino juntou-nos, sabe-o o teu instinto.
Lamento, não o sinto.
- 10:26:00
- 0 Comments
E depois do adeus,
Só resta a saudade
Do que já não é meu,
Da minha felicidade.
Tu foste embora
E tudo fugiu.
Ainda sei a hora
Em que tudo em mim partiu.
Coração quebrado,
Cheio de feridas.
Amor destroçado
Com lágrimas minhas.
O que há depois do adeus?
A saudade. A minha saudade.
Sentimento que não corresponde ao teu,
Que acaba com a minha sanidade.
O que há depois de uma despedida?
Só dor. Desejo. Dor.
Saudade de me chamares "querida"
E de eu ser o teu amor.
Sabes que não vai desaparecer...
Este sentimento de ardor,
Tão viciante, que só faz sofrer.
É isto o amor?
Mas eu não quero despedidas.
Não quero lágrimas na cara
E as feridas sentidas
Que nela não sara.
Não quero a palavra adeus,
Porque quero que voltes.
Vou fazer um pedido a Deus,
Para que nunca me soltes.
Porque o que há depois de tudo
Estar partido e quebrado?
Desaparece o mundo,
Fica como o meu coração: destroçado.
- 14:47:00
- 0 Comments
Márcia Filipa. Com tecnologia do Blogger.
















