Não temos jeito nenhum para ver filmes. Não precisamos do pacote de pipocas no meio para juntar as mãos. Elas têm vida própria, deslizam pelas coxas e só páram em sítios impróprios.
Não temos mesmo jeito nenhum. Nunca fui forte o suficiente para passar os olhos pelo ecrã. O filme começa e acaba em ti. Foste o único filme em que participei e o que mais vi.
Chegas a casa. "Que filme vamos ver?". Digo sempre que não sei, porque nunca quero ver mais do que a tua pele. Dá-me pelo menos 90 minutos da tua pele.
Passo os filmes desinteressada, quero que percebas que o meu único interesse reside em ti. És o meu passatempo em que o tempo passa preferido.
Apontas o dedo. "Vamos ver esse". Sento-me ao teu lado e tu encostas a tua cabeça no meu ombro e és a única coisa que me enche a vista.
E tu ris-te do filme e eu rio-me porque te vejo feliz. E beijo-te porque és a arte mais bela que passou pelos meus olhos. E pelas minhas mãos. E pelo meu corpo.
E tu beijas-me. Talvez porque o filme era desinteressante ou talvez porque tens interesses maiores.
Não temos jeito nenhum para ver filmes. Raramente passamos da introdução. Vemos o nome dos atores e pensamos "Que se lixe, os artistas aqui somos nós". E compomos um filme.
Começamos com ação. Animo-me quando te descubro a pele e aventuro-me nela. Todo um paraíso nas minhas mãos. E dançamos entre os lençóis. E eu documento cada gesto teu. Por vezes perco-me entre a fantasia e a realidade. Porque... Pode o real ser tão fantástico?
Olho-te nos olhos. O suspense de te ter em mim... A tua boca entreabre-se e ouço a música do teu prazer. Só os verdadeiros românticos sabem que o orgasmo é o clímax do romance.
E a arte termina. Só para poder recomeçar mais tarde. Os créditos passam. "Fim". Estúpidos cineastas. Ainda não perceberam que os fins só existem para marcar novos inícios.
"Vamos a outro filme?"
"Prepara-te, aí vem o início."
Não temos mesmo jeito nenhum. Nunca fui forte o suficiente para passar os olhos pelo ecrã. O filme começa e acaba em ti. Foste o único filme em que participei e o que mais vi.
Chegas a casa. "Que filme vamos ver?". Digo sempre que não sei, porque nunca quero ver mais do que a tua pele. Dá-me pelo menos 90 minutos da tua pele.
Passo os filmes desinteressada, quero que percebas que o meu único interesse reside em ti. És o meu passatempo em que o tempo passa preferido.
Apontas o dedo. "Vamos ver esse". Sento-me ao teu lado e tu encostas a tua cabeça no meu ombro e és a única coisa que me enche a vista.
E tu ris-te do filme e eu rio-me porque te vejo feliz. E beijo-te porque és a arte mais bela que passou pelos meus olhos. E pelas minhas mãos. E pelo meu corpo.
E tu beijas-me. Talvez porque o filme era desinteressante ou talvez porque tens interesses maiores.
Não temos jeito nenhum para ver filmes. Raramente passamos da introdução. Vemos o nome dos atores e pensamos "Que se lixe, os artistas aqui somos nós". E compomos um filme.
Começamos com ação. Animo-me quando te descubro a pele e aventuro-me nela. Todo um paraíso nas minhas mãos. E dançamos entre os lençóis. E eu documento cada gesto teu. Por vezes perco-me entre a fantasia e a realidade. Porque... Pode o real ser tão fantástico?
Olho-te nos olhos. O suspense de te ter em mim... A tua boca entreabre-se e ouço a música do teu prazer. Só os verdadeiros românticos sabem que o orgasmo é o clímax do romance.
E a arte termina. Só para poder recomeçar mais tarde. Os créditos passam. "Fim". Estúpidos cineastas. Ainda não perceberam que os fins só existem para marcar novos inícios.
"Vamos a outro filme?"
"Prepara-te, aí vem o início."
- 07:53:00
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