- 13:58:00
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Abre-me a mão, abre-me o pulso
Beija-me num selvagem impulso
Deixa-me escorregar pelo teu corpo
Dá vida ao meu espírito morto
Abre-me a boca, abre-me as pernas
Toca-me em salivas ternas
Avança num passo ofegante
Acaricia-me de um modo errante
Põe-me de joelhos, põe-me no chão
Entrega-me ao Inferno, à paixão
Brada, queima a minha pele
Substitui o mundo que me repele
Morde-me, deixa o sangue escorrer
Deixa-o naufragar, a minha alma percorrer
Rouba a voz à minha respiração
Estende-te sob mim, estende a sensação
Puxa-me o lábio, os fios do cabelo
Arde-me com o calor do gelo
Sussurra o meu nome no meu peito
Chama-me tua e eu aceito
- 13:36:00
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Pergunto-me se alguém vê realmente a beleza da noite. O seu início. O seu fim. O melhor exemplo de um finito infinito: começa, acaba e volta… Sempre.
O dia também é um bom exemplo de um finito infinito, mas é tão vulgar para mim. Afinal, quantas pessoas vivem nele? E quantas pessoas vivem na noite? Na escuridão, no mistério? Durante o dia ou somos luzes ofuscantes ou sombras. Na noite, somos todos corpos vagabundos. Não existe distinção. Somos todos cegos. E que beleza é a cegueira…
- 13:32:00
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Márcia Filipa. Com tecnologia do Blogger.


