Nunca te consegui mostrar o que sentia,
Porque contigo só a felicidade existia.
Afastavas toda a tristeza,
Com essa tua delicada frieza.
Eu era forte antes de tu seres a minha fraqueza.
Mas estavas marcado na minha natureza.
Rasgaste-me em pedaços tão pequenos,
Onde os silêncios deixavam de ser serenos.
Rasgaste-me, lentamente, pedaço a pedaço,
E eu, de papel, iludida, pensando que era de aço.
Atiei o teu nome na minha garganta,
Mesmo em chamas, gritei por ti até Atlanta.
Correria o mundo por ti, mas ele desabou em mim.
Pergunto-me se este é o início ou o fim?
Criei os mares, com estes olhos avermelhados,
Lágrima a lágrima, encheram-se dos momentos passados.
E os lábios que beijei? Tão suaves como pétalas de rosa,
Como poesia entrelaçada em pura prosa.
Arrancaste, uma a uma, as folhas da flor,
Tal como arrancaste, do meu interior, toda a dor.
Mas viraste-me as costas, e passo a passo foste embora,
Vinte e oito passos deste, contei-os agora.
E a melodia do piano toca hora a hora,
Contando as histórias vividas outrora.
Entre as teclas e as cordas, os meus dedos passam,
Tentanto transmitir tudo o que escrever, não possam.
Já falei, já cantei, já sussurrei, já gritei e já me silenciei.
Mas para quem falo eu agora, se sem ninguém fiquei?
Vinte e oito passos deste para ir, para me abandonar.
Mas em vinte e quatro horas é só em ti que consigo pensar.
Noites.. O que são elas sem sonhar?
Que estás aqui, para me abraçar, para recordar
O brilho do teu olhar e como me costumavas amar?
Promessas sussurradas à beira mar..
Só as ouviram, eu, tu e o ar.
Mas enquanto tu falhaste, eu continuo aqui, a esperar.
Agora dá vinte e oito passos para voltar.
Cola todos os pedaços que fizeste quebrar.
E nesses vinte e oito passos volta como eras.
Tu serás meu e eu serei tua, como esperas.
E eu nunca te irei perder,
Essa vai ser a promessa que eu irei manter.
- 15:23:00
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